Dicas PRAVALER

A carreira na área de Recursos Humanos vem tendo mais procura no mercado de trabalho. Este profissional, que geralmente tem formação em Psicologia, pode atuar em diversas frentes e desempenhar funções diferentes. Para este “Dica do Especialista”, conversamos com Cíntia Peres, psicóloga e Superintendente de Recursos Humanos da Ideal Invest, que nos contará mais sobre esta carreira.

1. Como foi que descobriu que gostaria de atuar na área de Recursos Humanos? O que te chamou a atenção na área?

Ingressei na área sem querer, pois quando optei pelo curso de Psicologia a única certeza que tinha era que não queria atuar em Recursos Humanos, queria ir para a área Hospitalar para trabalhar com a área clínica. No final do 3º ano surgiu a oportunidade de estágio na área de RH, e como tinha que trabalhar para pagar a faculdade, decidi que seria uma oportunidade de conhecer na prática o funcionamento da área e descartar esta opção com propriedade. Me encantei com a área, pois estagiava como Consultoria Interna, que essencialmente faz o papel de interface entre o RH e a área de Negócios, implantando os processos/produtos corporativos e trabalhando na solução das necessidades especificas do negócio. A diversidade de atuação é o que mais me chamou a atenção e o papel cada vez mais estratégico que essa área ocupa nas empresas é o que mantém ativa nessa área.

2. Hoje já existem até alguns cursos específicos para quem quer trabalhar com Recursos Humanos. Você acha que esta é uma área promissora? O que o mercado de trabalho tem a oferecer para quem quer atuar neste segmento?

Sem dúvida é uma área promissora, pois o diferencial das empresas hoje está nas pessoas, dado que o acesso à tecnologia e recursos materiais, em qualquer lugar do mundo, está disponível para todas as empresas. O mercado tem várias oportunidades a oferecer, dentro e fora do Brasil, pois está ocorrendo um processo forte de internacionalização das empresas brasileiras, o que tem tornado as empresas atrativas para estrangeiros ao mesmo tempo que têm gerado oportunidades no exterior, pois o principal ativo de uma empresa é sua cultura e a forma de trabalhar e isso quem leva são as pessoas e, neste processo, o RH tem papel fundamental. Em contrapartida, tem exigido um papel mais participativo nas decisões estratégicas da empresa, por isso é fundamental ter conhecimento do negócio para poder acompanhar e participar destas discussões – saber falar a linguagem do business traz respeito dos executivos e principalmente efetividade nas ações do RH. Falando de formação o inglês é indispensável, e se tiver o espanhol, melhor ainda.

3. Quais são os setores que mais estão se destacando no Brasil hoje na área de RH?

Os setores de serviços e mercado financeiro são sempre boas opções, mas hoje o setor industrial, em especial de infraestrutura e  gás e óleo, estão bem posicionados. Sobre as áreas de RH há duas áreas que estão com escassez de profissionais que são Remuneração e Carreira e Sucessão, e uma outra mais técnica, porém com mercado relevante, que é a parte de gestão de benefício. A parte boa é que o RH oferece muitas oportunidades de movimentação lateral, por exemplo, é muito comum um profissional ingressar numa empresa pela área de Recrutamento e Seleção, migrar para Treinamento e depois para Consultoria Interna (Business Partner).

4. E, como recrutadora, qual seria seu conselho mais precioso para impressionar alguém na hora de uma entrevista de trabalho?

Postura é a primeira coisa que se nota numa entrevista, a forma de sentar, de falar, de se colocar, isso ajuda muito a gerar uma boa primeira impressão, então é importante ter bom senso e tomar cuidado com os excessos. Mas o principal é ter conteúdo. Sempre faça uma reflexão antes de ir a uma entrevista e pense sobre alguns aspectos: porque essa vaga/empresa é interessante para mim, o que eu tenho a oferecer que pode ser interessante para a empresa, o que eu estou buscando e como essa oportunidade se encaixa no meu plano de carreira e/ou vão me ajudar a alcançar o meu objetivo. Usando um exemplo da minha própria carreira: eu era estagiária na área de Consultoria Interna e logo no início defini que essa era a área que eu queria atuar, ser uma generalista em RH, para isso eu precisava desenvolver conhecimentos e habilidades que me proporcionassem conhecimentos consistentes das chamadas áreas de produtos de RH, em especial àquelas que não fossem ligadas à desenvolvimento de pessoas, em razão da minha formação. Busquei ainda como estagiária uma oportunidade em remuneração, uma área mais analítica, quantitativa e fora da minha zona de conforto, o que me deu uma visão completamente diferente da empresa e da área de RH. O que eu tinha a oferecer eram as minhas habilidades de raciocínio lógico/matemático, e visão de desenvolvimento de RH que complementavam a área. Essa experiência me deu mais consistência quanto fui atuar como generalista.

5. Quais dicas você daria para quem pensa em trabalhar na área de RH?

É importante saber o caminho que se quer trilhar, mas não se atenha a uma única área de atuação, pois as possibilidades em RH são muitas, há desde áreas diretamente relacionadas à estratégia do negócio como remuneração ou treinamento e desenvolvimento, até áreas com perfil analítico e detalhista como Folha de Pagamentos. O primordial é entender que o RH também existe para viabilizar o negócio da empresa, assim como todas as áreas, cada uma com seu papel. Como os resultados vêm através das pessoas, o principal papel do RH é garantir a adequada gestão das pessoas para que estes resultados aconteçam, definindo estratégias, ferramentas e processos que suportem a gestão.

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Categorias: Carreira, Dicas, Emprego, Entrevista

3 Respostas.

  1. [...] Leia mais sobre, na nossa coluna Dicas do Especialista desta semana [...]

  2. Brenna says:

    Querido Roney, vejo que seu otimismo este1 fidcano diferente.Ao pensar sobre isso, diria que vocea ne3o e9 otimista (cristalizante, coisificante), mas e9 portador de otimismo e a sua taxa atual e9 menor do que o das nas nossas conversas anteriores.Vocea pergunta:Ate9 quando vamos incentivar as pulsf5es individuais (instintos gene9ticos e meme9ticos ao meu ver) em detrimento da sobreviveancia coletiva?Bom, acredito que ne3o podemos ver isso como fatos fechados em si mesmo. Tudo e9 processo, tensf5es entre fore7as que disputam entre si um determinado equiledbrio.Freud, sugiro ler O mal estar da civilizae7e3o logo de cara diz que o ser humano vem detonar a sociedade e esta se protege dele.Assim, o impulso do eu / do ego precisa ser combatido com o nf3s , o todo .Ne3o e9 algo que se resolve, mas se equilibra, atrave9s de mecanismos de controle social, que geram taxas que nos levam para momentos de mais ou menos eu ou nf3s.Diante disso, acredito, que estamos saindo do fim de uma etapa de um equiledbrio continuado em que um grupo conseguiu por longo peredodo dar as cartas, ser a banca, definir as regras do jogo.Conseguiram tal feito ao dominar um ambiente informacional verticalizado, que se consolidou nos faltimos 500 anos e estabelece um poder forte do eu , em decadeancia, gerando crises cada vez mais insolfaveis, na maneira de sustentae7e3o desse modelo.Ou seja, nossa taxa do nf3s este1 bem baixa e, acredito, ser isso que a Internet vem reequilibrar introduzindo a oxigenae7e3o para que mais gente possa opinar, se articular, fiscalizar.As pulsf5es individuais e as coletivas sempre ve3o estar em conflito e os sistemas (principalmente os que procuram a democracia, esse pior melhor sistema do mundo) tentar criar ferramentas para estimular o nf3s em detrimento do eu, sempre em aperfeie7oamento, como se vea aqui os furos nos EUA.Esse salto na maneira de pensar equiledbrios constantes/taxas me permite ver as coisas de forma diferente e talvez mais prf3ximo do que venha ser o real.E questiona o final do documente1rio acima comentado em que coloca a culpa em uma das fore7as, como se ne3o fosse o prf3prio sistema que deve ser repensado.c9 isso,c9 isso, que dizes?Grato por visita e comente1rio,Nepf4.

  3. Ola…Vou começar a fazer a faculdade de Recursos Humanos, gostaria de saber como que esta no mercado de trabalho?
    Minha profissão tem Futuro?


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