Está em vigor desde 1º de janeiro o salário mínimo de 622 reais, por decreto da presidente Dilma Rousseff. O reajuste de 14,13% deve colocar 47 bilhões de reais em circulação no país, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Serão beneficiados 47,6 milhões de pessoas com rendimentos referenciados no salário mínimo.
Os 77 reais de aumento serão bem-vindos também para aposentados e outros beneficiários da Previdência Social. Os benefícios equivalentes a um salário mínimo representam 46% da folha de pagamentos da Previdência, que vai crescer em 19,8 bilhões reais, nos cálculos do Dieese.
Do total de 87,9 milhões de brasileiros empregados, 50,6% recebem até um salário mínimo. No Nordeste, esse contingente chega a 73,8% dos trabalhadores; no Norte, a 63,2%; no Centro-Oeste, a 45,5%; no Sudeste, a 39,5%, e no Sul, a 37,8%.
O novo salário mínimo permite comprar o equivalente a 2,25 cestas básicas (276,31 reais por cesta), o maior poder de compra desde 1979, segundo o Dieese, que faz o cálculo desde 1959.
Pela nova política de valorização do salário mínimo para os próximos quatro anos, os reajustes terão como base a inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.











